E se tivesse sido a África a dividir a Europa na famosa «Conferência do Congo»? Como seria o mundo hoje? O kikongo seria uma língua franca internacional? O que teria acontecido ao cristianismo? E a África acolheria hoje um grande número de refugiados vindos da Europa?
Perguntas e imaginações que um grupo de artistas e instituições se colocou no início deste projecto.
Ao longo de mais de um ano, vários investigadores, artistas, instituições e activistas partiram deste imaginário e, em colaboração com especialistas de Angola e da República Democrática do Congo, desenvolveram-no e exploraram artisticamente esta ideia.
M'Banza Kongo, 2026
Com direcção artística de Jamil «Parasol» Osmar e em cooperação com a Casa UBUNTU, o AIA – Arquivo da Identidade Angolana, a Rádio Nacional de Angola, o Teatro VOVA, o Camões - Centro Cultural Português e o Goethe-Institut Angola.
O projecto DIKANDA DO REINO DO KONGO acontece de 9 a 25 de Julho 2026 nas cidades de M'Banza Kongo e em Luanda, com uma programação de inúmeras intervenções contemporâneas.
A DIKANDA DO REINO DO KONGO não pretende apresentar o reino em todas as suas facetas, mas sim partilhar e debater com o público o nosso ponto de visão sobre as consequências do colonialismo, tanto do ponto de vista científico como artístico.
A apresentação do projecto acontece no dia 9 de julho em M'Banza Congo no Museu dos Reis do Congo, enquanto em Luanda, as actividades acontecem no Instituto Camões - Centro Cultural Português e no Magistério Mutu-ya-Kevela entre os dias 20 a 25 de julho.
Uma programação de inúmeras intervenções contemporâneas incluindo conferências, workshops, um site de arquivo trilingue (Kikongo, Português e Inglês) dedicado ao projecto, bem como uma performance de 24 horas (LUMBO 24 horas) aberta ao público.